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Não sei se lá em cima está algum moinho, por uma questão de dioptrias que me impede de o confirmar, mas senti nas pernas e confirmei no relógio que a 33ª edição do GP de Carnaval do Alto do Moinho teve três quilómetros de subida bastante exigente. Primeiro, entre os 0,5km e os 2km e posteriormente, na segunda volta, repetiu-se o mesmo percurso entre os 4,5 e os 6km. Um terço de prova muito seletivo, a dividir cedo o pelotão.

Como em anos anteriores, a prova, com organização do C.C.R. do Alto do Moinho, conseguiu reunir um naipe de atletas interessante, para além do habitual pelotão do Troféu de Atletismo do Seixal. Na frente, o duo Marco Miguel e João Mota, em representação do CATA – Clube de Atletismo da Amora, assumiu as despesas da corrida e cavou um fosso de alguns segundos em relação aos perseguidores. No final, Marco Miguel assegurou o triunfo, com 30’09. Menos um segundo do que o colega de equipa. O pódio ficou completo com Plácido Jesus (30’40), também do CATA. No setor feminino, Laura Grilo (CATA – Clube de Atletismo da Amora) destacou-se em relação à concorrência, com 35’39. No segundo e terceiro lugares ficaram Amélia Costa (39’25) e Inês Marques (39’49), ambas do C.C.R. Alto do Moinho. Por equipas, venceu a equipa da “casa”, o C.C.R. Alto do Moinho, com 349 pontos, seguido de A Natureza Ensina, 171 pontos, e CATA – Clube de Atletismo da Amora, 135 pontos. A prova principal contou com 576 atletas, num total de 637 participantes em todas as provas, divididos em 20 escalões, desde benjamins B, infantis, iniciados, juniores, seniores até aos veteranos 7.  A classificação encontra-se disponível em JoaoLima.net, assim como um arquivo de resultados anteriores.

Pessoalmente, recordava-me de há dois anos ter feito esta prova e de ter penado a bem penar para alcançar 39’29 bastante suados. Este ano, um pouco mais bem preparado, foi possível retirar alguns minutos a essa experiência até aqui única, concluindo em 35’47. Mais uma vez parti mal, muito atrasado, envolvido no meio do pelotão e sentindo necessidade de esforço redobrado para ganhar espaço nas posições intermédias. No entanto, a seletividade da subida ajudou a assegurar um bom posicionamento. Como antecipava a dificuldade da prova, procurei sempre poupar energia para as subidas. Apesar disso, a segunda volta foi feita num registo consideravelmente mais lento. Sem grandes perdas de lugares, com exceção de um pequeno pelotão de camisolas verdes de A Natureza Ensina que corriam num registo mais tático e passaram por mim como se corresse em câmara lenta num videoclipe dos anos 80.  

Enfim, um Grande Prémio de Carnaval fora de época e sem máscaras, a não ser o colorido mais berrante de alguns tons que emprestam alegria às camisolas do running.

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publicado às 22:43



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