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Primeiro classificado

por JL, em 21.01.19

Finalmente primeiro. O motivo é de euforia. Regozijo. Farta celebração familiar. Até razão bastante para iniciar aquele projeto de um blogue sobre running, que há muito estava na gaveta.

Ao procurar pelo meu nome nas classificações da 4ª Corrida Solidária dos Adeptos e Simpatizantes, no site da Xistarca, este domingo à tarde, verifiquei ser o primeiro classificado dos ‘joões limões’ na corrida dessa manhã. Um primeiro vislumbre desta importante disputa adivinhou-se na sexta-feira pela hora de almoço, quando ao consultar as listas com os números de dorsais fui avisado de que o meu nome estava repetido. Segui com o olhar o indicador que me avisava e lá estavam duas linhas com o mesmo nome. O meu nome. Lapso da organização? Aborrecimento capaz de comprometer os poucos minutos disponíveis para o levantamento do dorsal? Não. Apenas um simples caso de homonímia. Na linha de baixo, o nome completava-se com a inscrição num invejável escalão muito mais jovem…

Confesso que esta particular disputa nunca pairou nos meus pensamentos na manhã de dia 20. Como sempre, tinha preparado o equipamento na véspera. Apenas repartido entre duas possibilidades de camisola, calções e ténis, mediante a temperatura e o feeling da hora. Tinha decidido utilizar uma camisola alusiva ao clube de que sou adepto, estando apenas indeciso entre a camisola da prova ou da Corrida António Leitão de 2017. Optei pela segunda, por me agradar o tecido da Adidas nos dias mais frios. Já na Cidade Universitária, decidi calçar os Lunartempo, em detrimento dos meus preferidos, para lhes dar alguma rodagem competitiva, uma vez que têm sido pouco utilizados.

Queria fazer um tempo abaixo dos 40’, por isso decidi partir não muito longe da linha da frente. Debati-me com alguma confusão no arranque, mas rapidamente consegui posicionar-me numa posição privilegiada em relação ao grupo na liderança. Queria aproveitar o embalo inicial, mas sabia que tinha de me preservar para o sobe-desce da República. Assim, a partir dos 3km assentei num ritmo mais moderado, perdendo algumas posições, mas mantendo-me sempre nos 30 primeiros. Confesso que a falta de treino de ginásio e de rampas fez-me sentir algumas dificuldades nas subidas, com quebra de ritmo, mas fui conseguindo gerir o tempo, de modo a alcançar 39’52. Dentro dos objetivos estabelecidos. Mas longe dos resultados de Danilo Pimentel (34’11) e Alexandra Sousa (38’31), vencedores em masculinos e femininos. A classificação completa está disponível no website da organizador.

Foi uma bela manhã competitiva. Com um dia solarengo, apesar de alguma brisa mais fria. O percurso da prova é muito agradável, com piso em boas condições, e desafiante q.b. com os seis túneis da República e a subida para a reitoria. O número de 765 finishers garante uma moldura humana calorosa e empolgante, mas não demasiadamente extensa para comprometer o funcionamento da prova. Adiciona-se o comprometimento ambiental do organizador, decidido a aderir a promover práticas mais sustentáveis no uso de plásticos, papel e energia, que podem ajudar a contribuir para uma progressiva mudança de atitude dos cidadãos, e ainda uma recolha solidária de equipamentos desportivos para a Associação O Companheiro.

Recordo-me de um texto de Borges, com o título “O outro” quando olho para as primeiras linhas deste texto e penso nas motivações para a sua escrita. A vontade de partilhar a experiência. E resta-me agradecer ao meu homónimo por ter-me motivado a escrever esta crónica e desejar-lhe as maiores felicidades e sucesso. Quem me dera ser eu o sénior e estar a começar…

 

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publicado às 21:51



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