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Sem palavras

por JL, em 13.04.19

Mais uma. O 2º GP de Atletismo do Clube do Sargento da Armada, quarta prova do Troféu de Atletismo “Mário Pinto Claro” 2019, decorreu no passado dia 7 de abril, na Base Naval de Lisboa, Arsenal do Alfeite.

Com partida e chegada na pista do CEFA, o percurso foi ligeiramente alterado em relação à primeira edição, tendo perdido cerca de 500 metros (7,2km), mas nem por isso concedeu maiores facilidades, tendo sido a esperada montanha-russa, que os participantes em provas aqui decorridas tão bem conhecem. Exige-se sacrifício, coração e sobretudo cabeça para gerir o esforço, sem ceder antes do fim.

Num fim-de-semana abundante de provas na região – 28º Corre Praia, na Costa da Caparica, 1ª Légua Cidade de Amora, no concelho do Seixal, e ainda a Corrida do Benfica António Leitão, em Lisboa – era previsível que se notassem algumas ausências. Porque a este pessoal do atletismo falta-lhe o dom da omnipresença. Assim foi. Alguns participantes habituais estiveram ausentes. Apesar de não se notar uma grande diferença de números, o nível competitivo não foi tão elevado. Talvez por isso, consegui novo triunfo no escalão, apesar de ter sido sensivelmente mais lento do que em provas anteriores.

Como sabia que o momento não era o melhor e conhecia o nível de dificuldade da corrida, decidi fazer uma prova mais conservadora. As possibilidades de me aproximar dos lugares da frente eram ínfimas, e implicaria sofrer um enorme desgaste. Por isso, optei por me poupar permanentemente, em particular nas descidas, mantendo alguma firmeza nas subidas, de modo a não permitir aproximações. Se bem o pensei, melhor o fiz. Terminei com 29:22, tendo ficado nos 20 primeiros. Ainda não consegui aceder à classificação definitiva.

Naturalmente, um resultado positivo, que me deixa satisfeito. No entanto, a satisfação do “atleta” contrasta com o dissabor do bloguer. Quando me iniciei nestes devaneios da escrita imaginava um conjunto de textos, mais ou menos humorísticos, mais ou menos cáusticos, sobre episódios caricatos e falhanços antológicos, como por exemplo quedas nas corridas, ambições precipitadas ou, em alternativa, textos de motivação e experiência. Uma espécie de Nanni Moretti das corridas. Como transformar o relato de um primeiro lugar numa experiência divertida e que não soe a pedantismo? Acho que me faltam as palavras para esse tipo de narrativa. Acho também que é por isso que o Woody Allen ou o Nanni Moretti fazem filmes sobre neuroses, crises existenciais e relações falhadas. Relatos de experiências que nos convocam enquanto iguais para uma espécie de solidariedade de espécie. É mais fácil. Atenção que sou fã e defensor acérrimo da obra de ambos!

Enfim, o que vale é que a Milha de Corroios está por horas e a minha relação com a velocidade é a de alguém que corre com as sapatilhas trocadas…

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publicado às 10:57


1 comentário

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De MJP a 13.04.2019 às 11:34

Parabéns pela conquista (e pela escrita)!
Eu gosto, sempre, do que leio por aqui!
Dia Feliz!

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